Neuromarketing: estude a mente do seu consumidor__

O neuromarketing é uma área da ciência que estuda e tenta compreender quais fatores influenciam um consumidor na decisão de compra. Afinal, essas informações são preciosas para que os profissionais de marketing sejam mais assertivos em suas estratégias, principalmente na era digital, onde as ações são voltadas para o ser humano e não produtos ou serviços.

E, por isso, os métodos utilizados nessa ciência derivada da neurologia têm sido cada vez mais adotados pelas empresas em todo o mundo. Mas para entender melhor como funciona o neuromarketing, o primeiro passo é saber que o processo de decisão de compra ocorre geralmente no subconsciente do indivíduo.

Agora, como pesquisadores acadêmicos chegaram a essa conclusão no final da década de 1990, nos Estados Unidos, você lerá a seguir.

Com surgiu o neuromarketing?

O termo Neuromarketing surgiu, no final da década de 1990, nos Estados Unidos, em estudos de pesquisadores acadêmicos dentre os quais destaca-se o de Gerald Zaltman, da Universidade de Harvard. Ele teve a ideia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins de marketing e não estudos médicos.

Ao mapear a atividade do cérebro humano quando exposto a estímulos de marketing, Zaltman foi capaz de estimar a real influência neurológica que determinadas ações têm no comportamento do consumidor. E esse foi o ponta pé inicial para o neuromarketing começar a alçar voos. Mas essa ciência só se tornou conhecida há alguns anos devido a persistência de Ale Smidts, um professor de Marketing na Erasmus University Rotterdam, na Holanda.

A divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em Houston, Texas, também foi de extrema importância para o fortalecimento do neuromarketing. No estudo, que consistia na degustação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola, os experimentadores envolvidos não sabiam qual era a marca da bebida que tomaram, e comprovou-se que as declarações verbais de preferência, identificação e respostas cerebrais não eram compatíveis.


Quando indagados, por exemplo, qual dos dois refrigerantes era melhor, metade respondeu Pepsi. Nesse caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando as pessoas não tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, e áreas relativas ao poder cognitivo e à memória agora estavam sendo usadas

Isso indica, de acordo com a pesquisa, “que os consumidores estavam pensando na marca, em suas lembranças e impressões sobre ela. O resultado leva a crer que a preferência estava relacionada com a identificação da marca e não com o sabor”.

Benefícios dessa ciência

Um dos grandes benefícios do neuromarketing é que essa ciência ajuda as empresas a entenderem quais produtos ou serviços podem influenciar positivamente o subconsciente do seu público-alvo na decisão de compra. Além, é claro, de ajudar a atender às necessidades das “personas”, o que gera vantagem competitiva.

Isso porque uma das maiores dificuldades das empresas na era digital é justamente focar suas ações de marketing no ser humano. As Startups, por exemplo, antes mesmo de criarem seus negócios, realizam testes primários para transformar ideias em produtos ou serviços.

E ao analisarem o comportamento do consumidor e detectarem suas necessidades, essas empresas inovadoras conseguem criar modelos de negócios até então impensáveis, como por exemplo, Airbnb e Uber. Isso mostra o quanto é poderoso para o marketing utilizar uma ferramenta que o ajude a estudar a mente do seu consumidor.

Campanhas publicitárias mais assertivas

Com as técnicas do neuromarketing, as empresas conseguem também realizar campanhas publicitárias mais assertivas. Saber, por exemplo, que tipo de ação atrai mais o cliente em função do seu comportamento. Tem pessoas, por exemplo, que adoram interagir com a marca, compartilhar vídeos, responder a questionários para obter descontos, outras não.

Por isso, a gestão da experiência do cliente se tornou ainda mais relevante para o crescimento dos negócios. Atualmente, além de navegar pela web em busca de produtos e serviços, os consumidores avaliam positivamente as empresas pelo atendimento eficiente e rejeitam marcas que não conseguem resolver seus problemas rapidamente, principalmente se tratando do pós-venda.

Leia a matéria: “Gestão da Experiência do Cliente: como implementar.”

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