Centros de Serviços Compartilhados (CSC): novo conceito beneficia o core business__

Os Centros de Serviços Compartilhados (CSC) são de grande valia para as organizações quando o assunto é concentração de atividades. Afinal, a criação de um setor responsável pela integração de diferentes áreas e processos é muito eficaz para o crescimento de qualquer negócio. Mas esse conceito integrado de trabalho, que surgiu na década de 70, nos Estados Unidos, enfrenta hoje grandes atualizações com os avanços tecnológicos, cujos benefícios para o core business são excelentes.

Isso porque as novas tecnologias aplicadas ao CSC ajudam na integração de informações relevantes para as empresas e na elaboração de um planejamento estratégico mais assertivo. Sem falar que a pulverização de dados acelera a tomada de decisão dos profissionais de cada área e o foco passa a ser em demandas que realmente agregam valor à corporação.

Centros de Serviços Compartilhados (CSC): gestão do conhecimento

Um CSC, também conhecido por SSC (Shared Service Center), além de ajudar na redução de custos, aumentar a produtividade e a qualidade dos serviços das empresas, tem como objetivo ser uma unidade organizacional voltada à criação de estratégias para auxiliar na gestão do conhecimento.

Ao possuir um processo de gestão do conhecimento organizado, a empresa passa a ter uma visão macro do negócio, o que ajuda na inovação contínua. Principalmente agora que a crise econômica global, fruto da pandemia de Covid-19, impõe uma série de mudanças ao mundo corporativo e acelera a transformação digital

Segundo Pedro Arruda, diretor comercial da Accesstage, “qualidade e produtividade no CSC são fundamentais, mas adaptar e se reinventar são as palavras de ordem nesse cenário de transformações”. O executivo ressalta ainda que a tecnologia está cada vez mais presente nos CSCs e cita a importância da Indústria 4.0

“Um novo conceito que já está em uso no mercado e que vem com a ideia de revolucionar a forma de aumentar o nível de produtividade das empresas é o da Indústria 4.0, que engloba as principais inovações tecnológicas nas áreas de automação, controle e tecnologia da informação”, afirma Arruda.

Também chamada de Quarta Revolução Industrial, a Indústria 4.0 é marcada pela era da informação. Com esse modelo, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, explica Arruda, “os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficazes, autônomos e customizáveis”.  E acrescenta: “o RPA – Recibo de Pagamento Autônomo – , por sua vez, tem contribuído para o aumento das atividades de forma efetiva a fim de gerar resultados positivos no CSC, ganhando notoriedade como uma alternativa ágil e flexível na automatização de processos”.

CSC: não é apenas para grandes empresas

Com os avanços tecnológicos, o conceito de CSC não só se aprimorou, como deixou de ser um privilégio de grandes organizações. Hoje, a maioria das empresas, independente do porte, passa por uma transformação digital e a pandemia de Covid-19 acelerou esse processo.

Além da exigência de ambientes de trabalhos cada vez mais digitais, a redução de custos é um dos fatores que mais contribui para a implantação de CSCs em empresas brasileiras. Isso mesmo se levarmos em consideração os investimentos iniciais, pois a relação custo-benefício é muito boa.

Por isso, mesmo as empresas de pequeno e médio portes podem usufruir das vantagens de um CSC. A metodologia as ajudam a criar uma forma estruturada de gerenciar seus negócios, diminuindo riscos e custos, além de aumentar a competitividade e a qualidade dos serviços. Principalmente agora que a pandemia de Covid-19 está afetando negativamente todos os negócios. Leia matéria: Novos desafios do CSC na pandemia

CSC: como implementar?

Mas para obter todos os benefícios que um CSC oferece, as empresas precisam seguir várias etapas de implementação. Confira resumo abaixo:

Cultura organizacional: quando a empresa passa para um ambiente de serviços compartilhados, toda a equipe tem que estar preparada para as mudanças. Por isso, é importante rever crenças e valores para que todos fiquem alinhados.

Além disso, é preciso definir a velocidade das mudanças: se serão feitas de uma tacada só ou aos poucos. Não existe regra: cada negócio é único.

Mapear necessidades: nesta fase é preciso avaliar os processos e classificá-los: dos mais aos menos complexos. Isso vai ajudar na estruturação das soluções e, consequentemente, na padronização das atividades. Os custos envolvidos também deverão ser orçados e como o CSC afetará cada área de origem.

Elaborar catálogo de serviços: uma ferramenta que reúne todos os serviços que o CSC oferece e as principais informações sobre eles (custos, prazos, quem solicita, níveis de qualidade etc).

Transformação de processos: depois de fazer o mapeamento e o catálogo de serviços, junte tudo em um processo diferente para gerar uma nova versão com melhorias.

Projeto piloto: nesta fase você terá uma noção de como o CSC funcionará e poderá fazer ajustes para melhorar o desempenho do projeto.

Implementação final e monitoramento do desempenho: após avaliar o projeto piloto, o CSC está pronto para ser implementado e deverá ser acompanhado continuamente.

Mas para entender melhor como funciona um CSC, seus benefícios, quais tecnologias usar e como transformá-lo em um parceiro estratégico do seu negócio, seria de grande valia se reunir com diretores e gerentes da área e saber, na prática, como eles operam. Clique neste link e participe do Shared Services – a reunião virtual terá, no máximo, 50 executivos.

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