Procurement como vantagem competitiva dentro da organização__

Este artigo foi escrito por Fernando Méro, Head de Compras Corporativas do Magazine Luiza para a ebdi.

A área de compras/suprimentos, atualmente, é sem dúvidas, uma área de muita importância dentro das organizações, independentemente de seu segmento.

As margens dos produtos são extremamente afetadas, tanto positiva como negativamente, através das estratégias de suprimentos.

Cada vez mais estuda-se novas formas de organizar a cadeia de suprimentos para otimizar as margens, reduzir custos operacionais e de armazenagem e otimizar os tempos de entrega, gerando assim os maiores retornos para as organizações.

Desta forma, faz-se necessário integrar o planejamento das compras, os prazos com fornecedores, os custos de armazenagem/distribuição, a logística e a efetiva entrega para o consumidor final.

Diante destes complexos conceitos que são realidade nas organizações, a pergunta é:

Quais as estratégias para otimizar a cadeia de suprimentos e criar melhor gerenciamento destas atividades?

O primeiro passo para se ter uma cadeia de suprimentos efetiva, é a criação e padronização de processos.

Normatizar procedimentos, garantirá mais efetividade para manuseio dos dados, dos diversos tipos de controles e facilitará na visualização dos modos os quais conduzir os trabalhos.

Adicionalmente, normatizar processos garante histórico e evita qualquer tipo de perda de informações em caso de mudança de profissionais da área.

Criar KPI’s (key performance indicators) também é uma estratégia dentro da padronização de processos que dá visibilidade a indicadores-chave da operação de suprimentos – desta forma, criar, monitorar e garantir plena visibilidade destes indicadores, certamente auxiliará na otimização da cadeia.

O segundo passo é garantir monitoramento, parceria e acima de tudo, proximidade junto aos principais fornecedores.

Contudo, é de extrema importância, periodicamente, a área de suprimentos ir ao mercado para entender se os preços praticados pelos fornecedores ainda são justos, se os níveis de serviço estão condizentes com o que o mercado pratica, se os prazos de pagamento e recebimento estão dentro da normalidade do mercado, etc…

Existem algumas estratégias específicas para a área de compras entender o mercado, contudo, a mais comum delas é a famosa RFP (request for proposal).

Este modelo de entendimento de mercado é um convite formal, enviado através de um edital, a um grupo de fornecedores para apresentarem propostas de venda e entrega de produtos ou serviços.

Um processo de RFP envolvendo vários fornecedores é muito vantajoso para as empresas, pois fornece a plena percepção do que é praticado no mercado, além de aumentar a capacidade de negociação, poder de barganha e compra por parte das empresas.

Ainda dentro deste passo de monitoramento de fornecedores, recomenda-se, a criação de políticas de homologação destes prestadores que exijam certificações de qualidade e exemplos de boas práticas de trabalho.

O terceiro passo é criar uma equipe plenamente capacitada para lidar com as diferentes sub-áreas dentro do universo de suprimentos.

É de suma importância contar com bons negociadores dentro da equipe!

As funções gerais da área de compras não estão somente atreladas à negociação, desta forma, é importante que os profissionais sejam: organizados, atualizados, analíticos e estratégicos.

Sumarizando, montar uma equipe multidisciplinar, é um elo que garantirá as melhores práticas dentro da área de suprimentos.

Qual o último passo para a vantagem competitiva?

Por fim, temos um último passo, que é a relação da área de compras junto aos seus clientes internos.

Para quebrar algumas barreiras que alguns clientes internos criam, é sempre importante deixar claro que a área de compras tem a missão de contribuir com as áreas, reduzindo seus orçamentos e renegociando seus contratos.

Basicamente a área deve “andar junto” aos seus principais clientes para obterem melhores resultados e isto dependerá diretamente do alinhamento entre si – quanto mais comunicação e afinamento, melhores possibilidades para estudos robustos, negociações estruturadas e assim melhores resultados finais das contratações.

Fernando Méro

Head de Compras Corporativas do Magazine Luiza

É formado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especializado em Dinâmica de Negócios pelo INSPER SP e com MBA pela BSP (Business School São Paulo). Desde sua primeira experiência profissional, trabalhou no setor de suprimentos/compras e foi responsável por diversas diferentes categorias. Fernando tem passagens por diferentes segmentos, os quais enriquecerem seus conhecimentos sobre da área de Supply Chain – farmacêutica, construção civil, aviação e varejo (e-commerce).

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